Já parou pra pensar que estamos no carnaval de 2010? Que o mês de janeiro inteiro se foi? Que os fogos queimaram há pouco tempo anunciando um novo século? Que 2010 é ano eleitoral? E, que 2012 já está bem próximo? Será o fim dos tempos?
há quanto tempo hein!
Tempo, esse passa rápido, tal qual um tsunami, que nasce manso nas ondas da maré, e como um efeito borboleta, amplia suas forças, sua velocidade e avassala nosso mundo. Em tempos passados as horas demoravam a caminhar.
Trabalhando falamos: “Já é sexta-feira, que bom!”, mas nas férias damos uma conotação diferente: “Já é sexta-feira, que droga!”.
Queremos mesmo é que o dia seja maior: 32 horas. Assim sobra um tempinho pra nós mesmos. Afinal temos que caminhar, ler, nos divertir, ir ao cinema, V I V E R. Mas como fazer tudo isso com tão pouco tempo?
Chronus, o Deus do tempo, não haveria de fazer um dia durar menos que o necessário, tão pouco, mais do que o exigido. O dia é como uma tempestade tropical: violento, mas com estragos calculados, se soubermos como começa, saberemos como termina.
O tempo é realmente um tornado em nosso cotidiano, faz girar o mundo ao nosso redor, nos faz correr com a vida, e como conseqüência, esquecer de viver sem correria. Contrastante? Paradoxal?
Façamos uma campanha: “O que você faria se o dia tivesse 18 horas?”. Certamente saberíamos encontrar as soluções para que nossas vidas não fossem tão corriqueiras. Conseguiríamos unir as coisas boas da vida com a busca incessante pela felicidade do ser, e, se tal felicidade depende de um vendaval de fatos, que faz minha vida ser tão insignificante, ao ponto de passar por meus olhos, como um vento brando, e eu não perceber, parem tudo. Quero um tempo pra viver.
