Quase três horas de atraso para o inicio do Festival, por conta de uma queda de energia, meus pés cansados de uma exaustiva viajem e de alguns cliques já realizados pediam arrego, mas como deixar de registrar algo tão mágico, quase três mil pessoas estavam ali, paradas, estagnadas esperando pela a volta da energia. Crianças trouxeram seus pais para dormir em seus colos enquanto o Encantado e o Bandido se preparavam para mais uma disputa.
Mas até que poderia ser sem energia mesmo, havia muito fogo na arena para iluminar o espetáculo, O bandido entrou soltando pelos chifres o fogo que os índios cuspiam. Uma bola de fogo apareceu, e por instantes, a arena transformou-se numa quadra de futebol. A pajelança abençoava com o elemento quente a união de uma jovem novilha e de um touro, deste casamento surge o touro Candil: pai do touro encantado, ou talvez, do touro Bandido. Não sei ao certo. Tiveram que chamar ajuda divina, o touro era indomável, Nossa Senhora de Caacupé interveio e o animal finalmente acalmou.
O Encantado nem precisou de iluminação pra entrar na arena, seus fieis seguidores fizeram uma procissão com velas acessas para acompanhar o touro amarelo. Nossa senhora de Caacupê, interpretada por uma jovem portinhense, mais parecia um manequim, 30 minutos de apresentação e ela ficou totamente imóvel. Minto, ela desceu do andor pra acalmar os ânimos do touro, que de tão encantado com a torcida, se exaltou também.
Enquanto o Bandido usava a arena, a torcida do encantado se calou, do lado amarelo. Dava até pra dormir. E a torcida bandida roubou a cena, simplesmente foram embora, e sequer, viram o encanto amarelo na arena.
Confesso, meu coração ficou dividido pelos bois, as cores e os nomes. Pouco importa, se verde é o bandido e amarelo é encantado. Se um fala a verdade e o outro mentira, se um é filho o outro não, se é sonho, realidade, lenda, “causos”… Realmente não importa. Logo saberemos quem é o filho do touro Candil, pelo menos até o ano que vem, quando uma outra lenda começa. Era uma vez…
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OLÁ PREFEITO DE PORTO MURTINHO E IMPRENSA…INVESTIGANDO A NOSSA CULTURA EM MS, O “TORO CANDIL”, E NAO “TOURO CANDIL”(O QUAL NÃO EXISTE) QUE SOLTA FOGO PELO CHIFRE É DE CULTURA MUITO MAIS ANTIGA , DESDE A ESPANHA, PARAGUAIOS, ENTRE OUTROS POVOS, QUE ACOMP. OS “BRINCANTES”,(E NÃO UM SHOW PIROTÉCNICO, ISSO ACONTECE EM PARINTINS) CHAMADOS DE “MASCARITAS”.NÃO CONSEGUI ENTENDER ESSA ENTRADA NA HISTÓRIA INVENTADA(COLOCANDO UM BOI QUE JÁ EXISTE) AOS PEDAÇOS DE “NOSSSA SENHORA DE CAACUPÉ”, E MUITO MENOS, ENVOLVENDO INDIOS E AFROS NA MESMA FESTA DA “TOURADA, LENDA,CULTO SEI LÁ O QUÊ!”, CHAMADOS DE “TOURO CANDIL”, ESSE “TORO CANDIL”,(O AUTÊNTICO) JÁ DIZ: CANDIL..ENCANDESCENTE..E O TOURO CANDIL CHAMADO DE “BANDIDO”E “ENCANTADO”… NÃO É , ACHO QUE MISTURARAM AS “BOLAS DO TOURO”, O MELHOR OS “CHIFRES”
…O “TORO CANDIL” É ÚNICO E DA CULTURA POPULAR E NÃO DE “MASSA”(PODERIA SER “A FARRA DOS DOIS BOIS”, “PORTA BOI”, “OS BOIS ENCANDESCENTES”, “PORTA MU DE MURTINHO”, “A LENDA DOS DOIS BOIS”, “O BOI ENCANTADO E BANDIDO “.POIS COMO VEM SENDO DIVULGADO,ESTÁ HAVENDO UM “GRANDE” EQUÍVOCO IMPRENSA!!!! ATENÇÃO PARA ESSAS NOTÍCIAS, VAMOS ESTUDAR MAIS!!!!!UM GRANDE OLÉEEEE PARA VOCESSSS!!!! REALMENTE ESTAMOS CRIANDO UM “TOURO BANDIDO”!!!”TOURO CANDIL” PARA ESTE TOURO BANDIDO E …É PLÁGIO! É PLAGIO E ERRADO, AINDA É “TORO CANDIL”, VOCÊS SE APROPRIARAM DE UMA CULTURA QUE JÁ EXISTE !OLéeeeeee!!!!! O “TORO CANDIL”( O AUTÈNTICO) TOUREOU VOCÊS NA SABEDORIA DA CULTURA POPULAR. POR FAVOE NAO FAÇAM ESSA BARBARIDADE, NAO INVENTEM!!!!CULTURA É COISA SÉRIA TEM QUE ESTUDAR!oléééééé…. mais uma vez pra vcs!
Por favor promovam nas escolas de seu cidade um concurso ; como se chamaria essa festa, acho que seria mto interessante!!! NÃO DE NOME AOS BOIS SEM SABER, NEM O BOI do PASTO O NOME É COLOCADO DE QUALQUER MANEIRA…É MTO BEM ESCOLHIDO E COM CARINHO!!!OLE´´EEÉE P V´CS!!!!
Olá,
Recebi seus comentários em meu site e confesso que fiquei um tanto surpreso com suas indignações.
Saliento-lhe que o “Touro Candil” é uma RELEITURA do folclórico “Toro Candiil” paraguaio, e como releitura, também, é colocado novos artifícios para chamar a atenção do público. A idéia da prefeitura de Porto Murtinho, juntamente com os murtinhenses, e acredite, é muita gente que aprova o formato da festa, é de NÃO deixar o folclore paraguaio sucumbir-se às margens do rio Paraguai, mais precisamente entre Isla Margarita e Porto Murtinho.
Quanto a pertencer a cultura de massa, onde lê-se, também, Cultura Popular, se considerarmos a perspectiva de Theodor Adorno e Max Horkheimer, membros de um grupo de filósofos conhecido como Escola de Frankfurt, a relação entre cultura regional e indústria cultural massifica e homogeneiza, as manifestações regionais e em conseqüência a identidade cultural das comunidades atingidas. (aprende-se isso, na graduação de jornalismo). Como você mesmo disse, os touros Bandidos e Encantados estão sendo criados, aliás, foram criados para massificar essa cultura.
Em hipótese nenhuma, nós jornalistas que cobrimos o evento, nem tão pouco a prefeitura do Município tivemos a intenção de denegrir o folclore paraguaio.
Quanto ao PLÁGIO, tenha muito cuidado com essa palavra. No ato de plágiar, o plagiador apropria-se indevidamente da obra intelectual de outra pessoa. Quando fala-se de folclore, lendas, mitos, não existe autoria definida.
Quanto ao estudo das culturas, se procurar meus textos no site do Overmundo, verá que, durante minha estadia em Porto Murtinho, pesquisei, tanto no Paraguai quanto em terras Tupiniquins, a lenda da Santa e do Candil.
Concordo quando você diz que “CULTURA É COISA SÉRIA TEM QUE ESTUDAR”, e a minha vida é estudar a maravilhosa Cultura Sul-mato-grossense e suas vertentes.
Saudações Pantaneiras.
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Rodrigo Ostemberg
Jornalista e Fotógrafo
(67) 81525806 – 9287-4469
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