Há aproximadamente três anos, o então governador do Estado, Zeca do PT, inaugurava o Prédio “ Memorial da Cultura e da Cidadania Apolônio de Carvalho”. Na época, eu recém havia ingressado na Cultura estadual, e fui convidado pela Gerência de Patrimônio para reproduzir as poucas imagens que se tinha do homenageado. Lembro-me bem de fazer várias buscas para conseguir algumas imagens melhores do que as que eu já tinha para compor o acervo do homem das três pátrias.
Numa dessas buscas encontrei um material acadêmico em que, Apolônio de Carvalho era entrevistado por alunos do curso de Jornalismo da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), e havia uma gravura muito linda do Apolônio. Solicitei ao meu professor de jornalismo on-line, Carlos Kuntzel, para que me ajudasse com a Universidade carioca, e para minha surpresa, recebi, não apenas a imagem, mas todo copião da matéria feita.
Com este rico material em mãos, tornou-se mais fácil de trabalhar com as imagens que dispomos, pois a partir da matéria, as imagens passaram a ter um novo significado. E, a partir desse momento, o meu trabalho passou a ter uma satisfação pessoal. Conheci Apolônio por meio do livro que encontra-se exposto na sala dele, o qual foi dado de presente para um jornalista local, que gentilmente o cedeu para a sala do homenageado.
Renée de Carvalho, viúva de Apolônio, trouxe consigo a urna fúnebre que esta com as cinzas de seu marido, e a doou, também, para a Sala. Além de imagens, do livro e de suas cinzas, a sala tem algo mais instigador aos visitantes, tem a alma de um homem, que foi exilado pela sua pátria, reconhecido por duas outras, e no retorno ao Brasil, reconhecido pelos atos heróicos e verdadeiramente brasileiros.
Apolônio de Carvalho não foi escolhido a esmo para ser nome do prédio do Memorial da Cultura e da Cidadania, nem tão pouco por ter sido petista, ou um dos fundadores do comunismo brasileiro. Apolônio de Carvalho foi escolhido por mérito e pela sua representatividade, dentro e fora das fronteiras sul-matogrossenses.
As imagens que fazem parte da inauguração do prédio estiveram em meu acervo até o dia de hoje, a partir de agora, coloco a disposição do mundo, via internet, para que todos possam ver o quão bela foi à homenagem dada a um sul-matogrossense de três pátrias.
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eu adoei este texto
È muito legal e interesante